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sexta-feira, 30 de março de 2007

Fio da Navalha


Caminhando no fio de uma navalha invisível, um homem segue sua existência sem perceber os cortes que vão ficando cada vez mais profundos. No começo era apenas a carne, depois os ossos foram se partindo, agora era sua alma que começava a se esfacelar, afligindo-o sobremaneira. O homem famélico gritava palavras sem sentido como se quisesse se fazer ouvido em meio à multidão, que o rodeava entorpecida. Ninguém lhe dava a atenção que ele julgava devida. Tanto barulho por nada. Ele pensou parafraseando Shakespeare... (trecho do conto Estrada da Justiça, Caminho da Perdição... de minha autoria)

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