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terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Arteanda


By Giuliano F. Miotto


O Homem-matéria grita no espaço;
Forma confusa, ao mundo comove,
Cor profunda, sentimentos remove.

A tez macia reflete um cansaço,
O arco-íris desprende das mãos,
Diletantes do cuidadoso artesão.

O desenho leniente replege anseios,
Arremeça sonhos em luas brilhantes,
Arrefece a sina amarga, estafante.

Linhas que contêm tristes devaneios,
Nuanças distorcidas de aço e cabelo,
Aquarela gemendo no mundo singelo.

E o homem-matéria se dissolve no solvente,
Vira a alegoria sintética da folha de papel,
Ampliando os efeitos do firme pincel.

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